O Brasil não é bom em inovação porque o ambiente não estimula esta prática e para que isso aconteça é necessário que se crie condições apropriadas como investir na meritocracia, reconhecendo quem produz, ter processos justos, clareza de propósito e respeito (inclusive à propriedade intelectual). A análise é do consultor Clemente Nóbrega que defende a necessidade de se ter líderes no país dispostos a realizar esta transformação. "Inovação não é simplesmente você associar as ideias a uma inspiração genial que alguém tem enquanto está no chuveiro, como o folclore sobre o tema diz, inovação pode ser aprendida, pode ser exercitada como uma atividade”.
O futuro de Manuella parecia certo: dona do próprio escritório, seguiria carreira como advogada. Até que, no Natal de 2009, a vida de sua família mudou. Uma tragédia envolvendo o falecimento do seu irmão e, seis meses depois, do seu pai, mudou essa rota. Aos 26 anos, Manuella virou presidente da Purificadores de Água Europa, pioneira em tratamento de água residencial de ponto de uso no Brasil. A empresa criada pelo seu pai era inteiramente focada na sua figura. A cultura era a alma de seu pai. Assim que ela assumiu, tomou uma decisão: nunca mais aquela empresa dependeria apenas de uma única pessoa. Ali começou uma verdadeira transformação cultural, iniciada com as reflexões de Manuella durante o processo, e que hoje leva o Grupo Europa a alçar novos voos. Manuella Curti Roger Hodgson
