Pedro Lima tinha 20 anos quando resolveu deixar a faculdade de agronomia e voltar para São Miguel, Rio Grande do Norte, para cuidar dos negócios do pai.
Ligou para os dois irmãos mais novos, Paulo e Vicente, e os convenceu a voltar também. Os três sempre fizeram tudo juntos, são muito unidos. No entanto, quando apareceram na casinha em São Miguel, tiveram que enfrentar a contrariedade de dona Joana:
“Ela chamou a gente de louco. Ligou para os meus irmãos mais velhos, tentou convencer a gente, mas não teve jeito. O grande projeto de vida de mamãe era mandar a gente estudar fora para ter futuro. Mas ao mesmo tempo a gente nunca se afastou muito dos negócios de papai”.
No fundo, isso motivou ainda mais Pedro e os irmãos a tentarem criar valor com a empresa de seu João. Afinal, ela nunca tinha ido muito para a frente. O ano era 1985, e o negócio vendia umas 100 sacas de café por mês. “Foi ali que começamos a luta”.
O futuro de Manuella parecia certo: dona do próprio escritório, seguiria carreira como advogada. Até que, no Natal de 2009, a vida de sua família mudou. Uma tragédia envolvendo o falecimento do seu irmão e, seis meses depois, do seu pai, mudou essa rota. Aos 26 anos, Manuella virou presidente da Purificadores de Água Europa, pioneira em tratamento de água residencial de ponto de uso no Brasil. A empresa criada pelo seu pai era inteiramente focada na sua figura. A cultura era a alma de seu pai. Assim que ela assumiu, tomou uma decisão: nunca mais aquela empresa dependeria apenas de uma única pessoa. Ali começou uma verdadeira transformação cultural, iniciada com as reflexões de Manuella durante o processo, e que hoje leva o Grupo Europa a alçar novos voos. Manuella Curti Roger Hodgson

